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Pai Industrial

Pai IndustrialPerdoem a cara amarrada

Perdoem a falta de abraço

Perdoem a falta de espaço

Os dias eram assim

(Vitor Martins)

“Não há ser humano saudável que não deseje ser um bom pai e educar bem os seus filhos… e o melhor começo para uma boa educação dos filhos é serem seus pais bastante equilibrados; é o que eu atesto com a minha prática de mais de trinta anos de psicoterapeuta de adolescentes.” Dr. Içami Tiba

“Pai Industrial”

A partir desse estágio, ficou muito difícil para uma criança abraçar diariamente seu pai porque se tornou invisível. A industrialização colocou os homens longas horas fora de casa.

O roteiro que se estabeleceu foi: “O pai superprovedor econômico-financeiro” e ausente, mudando de forma dramática o ambiente familiar.

As mães assumiram a responsabilidade pelos cuidados e pela educação das crianças, que se tornaram filhos da mãe ou filhos da “famigerada”.

É interessante destacar que, até esse período da história, homens e mulheres se preocupavam igualmente com a beleza, os adornos físicos e o vestuário.

Com o trabalho fabril, o homem começou a usar roupas mais simples e funcionais. Então, para demonstrar o fruto do seu trabalho – dinheiro e poder -, ele passou a “adornar e exibir” sua mulher e filhos como acontece até hoje.

E haja casacos de pele de onça, estolas de raposa e brincos de marfim, para desespero da fauna e dos ecologistas!

Não é preciso ser bom observador para notar que ainda hoje, em pleno século XX, muitas pessoas precisam deste tipo de afirmação.

Dica

A presença física, emocional e espiritual dos pais é fundamental para estruturar a afetividade da criança. No poema abaixo, Mother, John Lennon lamenta a ausência deles:

Mother, you had me, but I never had you

I wanted you, you didn’t want me

Father, you left me, but I never left you

I needed you, you didn’t need me

So I, I just got to tell you

Mama don’t go

Daddy come home

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0 0 91 02 janeiro, 2013 Filhos janeiro 2, 2013

Sobre o Autor

É médico ginecologista e obstetra com especialização em sexualidade e reprodução humana. Professor universitário da cadeira de Medicina e Psicologia. Membro da Internacional Society of Psychosomatic in Obstetric and Gynecology (ISPOG), da Sociedade Brasileira da Sexualidade Humana (SBRASH). Consultor de revisas, peças de teatro e novelas de televisão. Colaborador das publicações especializadas femininas: Reprodução e Climatério, Gina e Revista Brasileira de Sexualidade. Foi apresentador dos programas Palavra de Mulher e Saúde, da televisão Cultura. Autor de diversos livros, dentre eles: Dez Amores, Uma breve história do relacionamento amoroso e Mulher – livro de referência para os roteiristas da série da TV Globo, dirigido por Daniel Filho.

Ver mais matérias escritas por Malcolm Montgomery

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