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O amigo imaginário

Crianças entre 3 e 5 anos podem criar seus amiguinhos imaginários. Este é um recurso psíquico que a criança faz uso como no mundo do faz de contas para não se sentirem sozinhas. Alguns conversam e dão vida imaginária, inclusive para brinquedos. Outros criam cenários e histórias onde são protagonistas, muitos são até super heróis que dão asas à imaginação.

Algumas crianças conversam, brincam e convidam o amigo imaginário para jantar com a família e pedem para que os pais digam boa noite para o fulano de tal (que tem até nome) na hora de dormir.

Não é motivo de preocupação, as crianças ensaiam algumas relações sociais com seus amiguinhos imaginários, principalmente quando se apropriam da linguagem.

Este tipo de comportamento esquizofrênico até os 5 anos de idade é considerado normal, mas aos 6 anos de idade espera-se que este amiguinho imaginário não tenha mais tanta importância e desapareça naturalmente até os 7 anos.

A pesquisadora Marjorie Taylor da Universidade de Oregon nos Estados Unidos relata que duas a cada três crianças tem amiguinhos imaginários, que podem ser crianças de suas próprias idades ou até mesmo animais, coisas que passam a ser humanizadas por eles. São criações de seus próprios criadores(crianças) que usam suas imaginações e podem assim discutir, brincar e se divertir com eles.

Crianças que não brincam com outras crianças, filhos únicos ou criança que esteja passando por alguma situação angustiante tende a recorrer à fantasia e recrutar seu amigo imaginário como defesa e forma de se sentir mais protegido.

Criar um amigo imaginário não é tão absurdo assim, o ser humano precisa de relações sociais para viver bem e se sentir amado e seguro. Quem já não se pegou pensando alto e conversando consigo mesmo? Praticamente uma bate papo entre a pessoa e seu consciente. Como no filme Náufrago, onde o personagem cria o amigo imaginário “Wilson” com a bola em meio à solidão revela esta necessidade humana. As crianças também possuem este recurso, só que de maneira mais imatura e pueril.

Os pais não devem dar muita importância ao amigo imaginário, pois caso os pais entrem na brincadeira, poderão deixar a criança mais confusa, pois ela sabe que este personagem foi ela quem inventou. O contrario também não é legal, ignorar o amigo imaginário poderá ser desrespeitoso com a criança e com seus sentimentos. O melhor a fazer é deixar a criança livre em suas criações e observar o discurso, o conteúdo e o contexto que a criança vive na relação com o tal amiguinho imaginário e somente participar quando for solicitado.

Quando este amigo imaginário pode causar preocupação? Quando a criança prefere brincar sozinha a brincar com outras crianças, tender ficar muito tempo isolada, quando mente e  culpa o amigo imaginário com freqüência ou ainda quando mesmo depois dos 7 e 8 anos  persistir na companhia do amigo inventado. Nestes casos o melhor a fazer é procurar ajuda profissional psicológica.

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0 0 381 25 abril, 2013 Filhos abril 25, 2013

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