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Shaná Tová!

judiaNão é o propósito desta coluna aborrecê-los com temas religiosos mas achei significativo lembrar que em setembro comemora-se o Ano Novo Judaico. Este calendário é seguido pelos judeus mais religiosos e remonta à criação do mundo, anterior portanto à Era Cristã.

Rosh Hashaná (Cabeça do Ano) não é somente o início do ano porque se segue ao último dia do ano interior. Acredita-se que cada ano se inicia como um novo fenômeno, completamente à parte do ano que recém termina. Há uma renovação em um nível mais elevado; o tempo não volta a seu ponto de partida. Simplesmente desaparece.

Trata-se de uma noção cabalística de que a criação do mundo não foi um evento que ocorreu uma única vez, mas um processo constante que se repete em intervalos regulares. D‘us não criou o mundo e o deixou abandonado. Ele está constantemente criando- o de novo.

Nessa época, a cada ano volta-se ao estágio inicial: a existência retorna ao ponto anterior à criação do mundo e é a razão das preces e orações  para que  D’us crie o mundo de novo!

ROSH HASHANÁ é definido no Talmud (Bíblia) como : “ESTE DIA QUE FOI O INÍCIO DA TUA OBRA É A RECORDAÇÃO DO PRIMEIRO DIA” (Tradução literal).

O primeiro dia do ano judaico celebra também o nascimento do homem- que é o ápice de toda a Criação.*

O principal mandamento neste dia é ouvir o toque do Shofar (som emitido pelo chifre de um carneiro) que proclama a Majestade de D’us sobre o mundo. Os judeus acreditam que sua missão é persuadi-Lo a criar o mundo de novo. Em suas preces referem-se a  D’us como Avinu Malkenu, Nosso Pai, Nosso Rei.

Entre Rosh Hashaná  e Yom Kipur  passam-se dez dias. Este último é o dia mais sagrado do ano pois acredita-se que é quando D’us  (Majestade) julga seus súditos e como Pai – perdoa e abraça seus filhos.

Este é o período das chamadas “Grandes Festas”. Até mesmo os judeus não praticantes ou simplesmente tradicionais, aos quais eu me incluo frequentam as sinagogas, especialmente no Yom Kipur, ou Dia do Perdão.  Muitos jejuam, outros não.

Em Rosh Hashaná  costuma-se reunir a família e amigos em volta da mesa onde fazem-se as bênçãos do vinho , das  “chalot” (pães  trançados e redondos) e  da  maçã embebida em mel  com os votos de um ano novo doce. Alguns também oferecem a romã para que traga boa sorte (mazal) no ano vindouro.

Com o espírito renovado todos se congratulam e fazem votos de que o próximo ano seja doce e que sejamos incluídos no Livro da Vida.

Bem vindos a 5774! Shaná Tová!

Fontes :

*Vicky Safra – Carta ao leitor – edição n. 81- Revista Morashá – setembro de   2013 e   n.77 – setembro de 2012 – Revista Morashá

Suplemento das Grandes Festas – setembro de 2013.

Foto : Revista Morashá – Suplemento das Grandes Festas – setembro de 2012 e Revista Morashá n. 65, setembro de 2009.

** Agradecimento especial à Revista Morashá , fonte de meus conhecimentos judaicos.

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2 0 273 05 setembro, 2013 Cultura setembro 5, 2013

Sobre o Autor

Rachel Feldmann é advogada, formada pela PUC/SP, Pós Graduada em Sociologia Política pela UFPR/PR e Especialista em Direito Socio Ambiental pela PUC/PR. É filiada à Abraps – Associação Brasileira de Profissionais de Sustentabilidade, Consultora da Preserva Ambiental e Colunista do Indikabem

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